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    VITÓRIA (ES), 13 de junho de 2008. 

    Ilmo. Sr.

    DOUGLAS JOSÉ SCORTEGAGNA

    DD. Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da CASSI

    SBS – Quadra 2 – Bloco N – Lote 23 – 3º andar

    BRASÍLIA (DF) – CEP 70.073-900

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    Senhor Diretor. 

    DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS 

    Estendendo-lhe os nossos cumprimentos pessoais, cumprimos o agradável dever de, inicialmente, nos identificarmos como a entidade representativa, neste Estado, de todos os colegas aposentados e pensionistas, integrantes que somos de uma rede de 34 associações que ensejaram a criação de uma entidade que nasceu forte, chamada FAABB – Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil. 

    Defensores desse notável segmento que durante longos anos enobreceu as cores e os interesses do nosso Banco, a categoria de aposentados experimenta, vez por outra, situações nada confortáveis e por demais antagônicas em relação aos áureos tempos em que militavam,  dia-a-dia, em prol da reputação e do desenvolvimento da nossa Casa. 

    Esse experimento desfavorável e negativo processa-se nesta Capital, tendo, justamente, a nossa prestimosa CASSI como ponto alvo de referência. Tentaremos, num ligeiro relato, resumir os motivos que nos levam à sua agradável presença, na qualidade de representante dos associados no Poder de decisões que é a Diretoria Executiva dessa entidade. 

    No exato mês de dezembro do ano precedente, a Vigilância Sanitária da Prefeitura Municipal de Vitória (ES) – certamente no uso de atribuições que algum diploma legal lhe confere – interditou o setor de distribuição de medicamentos, lavrando auto de infração e lacrando peremptoriamente em caixas de papelão todos os medicamentos que ali se encontravam, ao aguardo dos respectivos associados-destinatários. 

    Desnecessário citar que, devido ao lapso de tempo decorrido, muitos dos medicamentos ali confinados já tenham esgotado os seus prazos de validade, entre eles, decerto, aqueles de valores mais significativos e que tanta falta estão ocasionando aos seus respectivos consumidores. 

    De outro passo, é necessário citar que esse lamentável episódio está ancorado, segundo a dita Vigilância Sanitária,  no fato de a própria CASSI-Vitória (ES) não dispor do documento básico e hábil para o seu normal funcionamento – o ALVARÁ -, inibidor responsável pelo lamentável “lacre” a que se viu submetido o setor de distribuição dos remédios que funcionava no próprio recinto da entidade. 

    É bastante oportuno mencionar que esse serviço correlato que a Cassi-Vitória vinha prestando aos seus associados estava a assumir papel de extrema importância, especialmente porque ele atingia não só os colegas detentores de melhores recursos pecuniários, quanto – e principalmente – aqueles desprovidos de reservas inexpressivas e até inexistentes. 

    Frise-se, nesta mesma oportunidade, que somos conhecedores de episódios sobremodo lamentáveis de colegas que não dispõem de talonários de cheques, de cartões de crédito e muito menos de dinheiro para assomarem aos balcões das  farmácias em busca de medicamentos de uso permanente e muitas vezes de custo elevado.  Esta associação conhece os meandros da vida de cada associado seu e pode afiançar a veracidade desses fatos, ao amparo da mais absoluta certeza. 

    Tão logo eclodiu o lamentável episódio do “lacre” no mês de dezembro pretérito, a diretoria desta associação iniciou gestões visando à retomada da situação anterior, na busca de uma situação conciliatória que viesse a pôr termo ao inusitado e desagradável acontecimento.  

    Pusemo-nos a campo e a primeira providência adotada, logo após a interdição, foi a de, através de uma comissão, procurar o Presidente da Câmara Municipal de Vitória, o qual, de pronto, agendou uma reunião com o senhor Secretário  Municipal de Saúde, com vistas, inicialmente, ao encontro de uma solução para o lastimável episódio. 

    Isto, efetivamente, veio a acontecer num pequeno lapso de tempo e, à guisa de oferecer reforço à nossa pretensão, a comissão designada contou com  representantes de outras entidades, tais como o presidente e dirigentes do Conselho de Usuários. 

    Ato contínuo, agendou-se nova reunião para a continuidade das negociações e, desta feita, adicionada da presença do senhor diretor da Vigilância Sanitária do município de Vitória. Ante os fortes argumentos colocados sobre a mesa de negociação, vimo-nos desamparados na oferta de qualquer contraposição, haja vista que a inexistência – e até inexplicável – do documento essencial ao funcionamento de qualquer atividade de portas abertas - o alvará de funcionamento - jogou por terra os nossos invocativos em prol de dissuadir-se a aparente decisão arbitrária. 

    Decorrido esse considerável espaço de tempo – seis meses – e ansiosos quanto ao surgimento de alguma notícia alentadora, adotamos a providência de procurar pessoalmente a direção da Cassi local para uma tomada de posição ante essa situação assaz aflitiva,  o que veio a se concretizar numa reunião levada a efeito ontem, dia 12 de junho de 2008. 

    Recebidos com a cortesia costumeira, não pudemos daí recolher qualquer notícia mais tranqüilizadora, a despeito da demonstração de interesse, por parte dos gestores locais da Cassi,  em ver o assunto solucionado,  tantas são as reclamações que lhes chegam às mãos diariamente, a respeito desse angustiante assunto.  

    Baldados, até aqui, os esforços que vêm sendo desenvolvidos em prol de uma solução definitiva e favorável para o caso, fizemos notar, na reunião, que iríamos nos permitir encaminhar uma reivindicação à direção geral da CASSI em Brasília, no objetivo precípuo de buscar providências alternativas para que o processo de distribuição de medicamentos aos associados do Espírito Santo volvesse ao  estágio inicial, que tantos e salutares benefícios vinha trazendo ao seus associados – ativos, aposentados, pensionistas e respectivos dependentes. 

    Pautados nesse espírito de solidariedade e sobretudo confiantes nos constantes desafios que se alinham diariamente à frente dessa Diretoria Executiva, sempre sobrepujados,  sentimo-nos encorajados a solicitar à sua dinâmica direção a adoção de providências que venham a pôr cobro a essa situação angustiante por que passam os usuários da CASSI-Espírito Santo, onde, seria desnecessário dizer, estão em jogo vidas humanas de abnegados colegas nossos.  

    Estamos confiantes em receber de Vossa Senhoria notícias breves e alentadoras para o importante assunto que em boa hora depositamos em suas mãos. 

                                                       Atenciosamente, 

    Luiz Álvaro de Barros Faria                               Maria Odete Moschen

         Diretor-Presidente                                            Diretora-Financeira 

     





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